Celui qui se jette à l'eau sans la volonté de nager se noiera.

I have been traveling the galaxy looking for a new home. Thousands of us volunteered. We scanned the planets, we scanned the stars and when we were done, we moved on to the next.

There are no days or nights here. There is always darkness. A darkness so deep that even myriad stars can’t rid us of it. Sometimes I have trouble knowing if I’m awake. There have been times when I was sure I had found hope for us. I look at my scanner and see another Earth, glowing amidst the black sea, waiting for us to come, and when I reach for the screen to mark it, I wake up. I wake up to find to myself alone, three hundred years and counting, staring out into the universe. Somewhere out there a home awaits, the home that will save all of us.

Yesterday something happened. A light in the distance moved unnaturally swirling towards me, my first thought was of an asteroid, but it was not. I moved closer to it and it moved closer to me. It was another capsule making its way through the void.

I slowed down to look into it and it slowed down to look into mine. It was not a capsule I had ever seen. It seemed simple, a spherical glass-looking object glowing slightly, like a translucent marble. And as we came to be in front of each other we stopped and we stared. Inside it was the strangest of creatures, a long stem that connected eight legs with an almost pink fleshy skin. There it stood hunched over what seemed to be the controls of its small sphere. It stared at me with two bulbous eyes that popped from its head, and I stared at it amazed, thinking I must be asleep.

I can’t tell you how long we stood there floating, unmoving, staring, analyzing. It could have been minutes, it might have been hours. I wanted to ask it so many things. Where are you from? Where is your world? What are you doing out here in the empty desert, so far from any living thing?

The creature from the glass capsule raised its two front legs and began to make a little dance with them. Adrenaline rushed into my bloodstream and my heart pounded. What was it trying to do? Was I about to die at the hands of a strange alien creature? Was it scared of me? Was it trying to say something?

All I could to think to do was to wave back, and when I did it jumped in its place and made the dance once more. He was saying “Hi” to me, and I had just figured it out. I smiled, and it jumped, and I waved and it danced, and there in the middle of the nothingness we floated like fools, smiling, jumping, waving, dancing. I tried to imitate his dance, and then it waved back at me, lifting its body, showing me a mouth lined with teeth, attempting a smile like mine. And so I jumped up and down, imitating its response.

And then it left. It left me there, alone with my questions and my quest, alone in my search for a new home. Maybe it too was searching for a place to live. Maybe it too had spent hundreds of years alone in the vast expanses of our galaxy. Maybe it too was in need of a polite stranger. A stranger that would keep it sane.

Une manifestation de protestation avait lieu ce jour-là et elle ne put s’empêcher d’y participer. De jeunes Français levaient le poing et hurlaient des mots d’ordre contre l’impérialisme soviétique. Ces mots d’ordre lui plaisaient, mais elle constata avec surprise qu’elle était incapable de crier de concert avec les autres. Elle ne put rester que quelques minutes dans le cortège.

Elle fit part de cette expérience à des amis français. Ils s’étonnaient : « Tu ne veux donc pas lutter contre l’occupation de ton pays ? » Elle voulait leur dire que le communisme, le fascisme, toutes les occupations et toutes les invasions dissimulent un mal fondamental et universel ; pour elle, l’image de ce mal, c’étaient les cortèges de gens qui défilent en levant le bras et en criant les mêmes syllabes à l’unisson. Mais elle savait qu’elle ne pourrait pas le leur expliquer.

— Milan Kundera. L’Insoutenable Légèreté De L’être. 1983
“L’esquisse qu’est notre vie n’est l’esquisse de rien, une ébauche sans tableau.”
— Milan Kundera. L’Insoutenable Légèreté De L’être. 1983
“O preço que os homens pagam pela multiplicação do seu poder é a sua alienação daquilo sobre o que exercem o poder.”
— Theodor W. Adorno e Max Horkheimer. Conceito de Iluminismo. 1944.

A arte da nudez segundo o jihadista

O que é isto? Não é, certamente, o nú parisiense de 1900 ou aquele dos corpos gregos ou as curvas indianas que mesclam deuses e carnes. É outra coisa: quando o jihadista vence uma batalha e invade uma cidade ou território, sua primeira ação é o desnudar, a restauração do deserto, sua nudez, seu vazio, seu nada de dunas e ergs: são declaradas proibidas a mulher e sua pele, os mausoléus, as estátuas, os desenhos, as curvas, as arquiteturas, as cruzes, as igrejas e outros templos, as mesquitas excessivamente ornamentadas, os retratos, as obras de arte, o vinho e a música e as roupas justas ou belas demais. Vimos isso com a conquista do norte do Mali pela Al Qaeda do Maghreb e isso é confirmado mais uma vez, todas as vezes, com o último comunicado do EIIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) logo após sua conquista de Mossoul, no Iraque. O comunicado está disponível na internet.

É então a arte da nudez segundo o jihadista: deixar o mundo nu, o saarizar, reduzi-lo à sua expressão absolutamente fantasmagórica do deserto da revelação, esvaziar os lugares e os deixar predispostos, pelo seu vazio, a retomar o eco das palavras da divindade. A arte da nudez segundo o jihadista é consagrada ao mundo, o véu à mulher. Oculta-se a mulher para desnudar a rocha e o mineral. Mascara-se o sexo para desvelar a duna. Uma inversão fascinante da libido ou do senso estético: o deserto toma o peso de um sujeito desejado e a mulher o sentido de um objeto recusado. A arte da nudez é, segundo o jihadista, violenta, aos golpes de sabres e amputações, de recusas e negações, de proibições. É uma pintura pela negação, um retrato do céu (vazio) feito sobre a terra aplainada. O jihadista desenha a terra como um céu: vazia, sem fim, absolutamente nua, arruinada e levando à Deus por todos os caminhos imaginados. A terra é então desenhada como um deserto, velho reflexo dos céus que pode nos atropelar e que pode matar pela miragem e falta d’água e mais do que infinita.

A arte da nudez segundo o jihadista é imperiosa. É o traçado do califado, a restauração do momento zero, a purificação pela depuração. É uma obsessão estética, porém a golpes de morte e violência, é um diabo íntimo, uma projeção da alma morta sobre uma natureza morta, um desejo louco, uma abnegação, uma supressão de si pela supressão do outro e de seus rastros, um forno crematório da diferença, uma barra de sabão a partir de milhões de cinzas. Um contrapeso? Sim: à exuberância do paraíso (vasta e profunda lembrança dos primeiros jardins persas) contrapomos a nudez do presente. Esvazia-se o mundo, aquele lá, para preencher e decorar o outro. Reduz-se até não ser mais que areia e um tapete. Nega-se o corpo pela negação da sua influência sobre o mundo: esvazia-se os objetos pois eles esvaziam o sujeito. Doença abissal. A arte da nudez segundo o jihadista é um imperativo. O mundo se alonga, se expõe, se desnuda, não deve mais se mover ou respirar. É então que o jihadista o fixa e começa a redesenhá-lo segundo suas convicções: o esvazia, o reduz aos traçados dos primeiros dias da criação, o desembaraça de todos os floreios e não poupa nada que não a caligrafia monstruosa: nada que supere o grão de areia ou que preocupe à duna: nem música, nem cigarros, nem curvas, nem alegria, nem desejos. A arte da nudez segundo o jihadista quer a terra inteira, estende-se adiante, ressurge um pouco em todo canto como buracos negros e surpreende por sua constância e vontade de redesenhar países e gentes e vilas e vidas.

Com uma única regra: um livro, um Deus, uma duna, um tapete, um minarete, uma verdade e nenhuma outra. Tudo que supera é ilícito e proibido. A arte da nudez segundo o jihadista é um paradoxo final: sonha suprimir-se a si mesmo após a conquista da obra. Não restará então mais que o vazio, reflexo da glória da Divindade enfim restaurada.

“The most influential books are always those that are not read.”
— Michael Young, author of Rise of the meritocracy
“The sinew and heart of man seem to be drawn out, and we are become timorous, desponding whimperers. We are afraid of truth, afraid of fortune, afraid of death, and afraid of each other. Our age yields no great and perfect persons. We want men and women who shall renovate life and our social state, but we see that most natures are insolvent, cannot satisfy their own wants, have an ambition out of all proportion to their practical force, and do lean and beg day and night continually. Our housekeeping is mendicant, our arts, our occupations, our marriages, our religion, we have not chosen, but society has chosen for us. We are parlour soldiers. We shun the rugged battle of fate, where strength is born.”
— Ralph Waldo Emerson. Self-reliance. 1847
““the foolish face of praise,” the forced smile which we put on in company where we do not feel at ease in answer to conversation which does not interest us. The muscles, not spontaneously moved, but moved by a low usurping wilfulness, grow tight about the outline of the face with the most disagreeable sensation.”
— Ralph Waldo Emerson. Self-reliance. 1847
“If the rich could hire the poor to die for them, the poor would make a very nice living.”
— Yiddish Proverb